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LÉO PAJEÚ
Poesias e Contos, Sentimentos e Versos, Sonhos e Visões de um Premonitor.
Textos


ROSA, ROSINHA NEM TUA NEM MINHA

Esta é uma grande história
Que aconteceu no sertão
De uma mulher formosa
De deixar queixo no chão
Homens sonhar a noite
E acordar sem noção.
 
Rosa era o nome dela
Mas conhecida por Rosinha
De andar manso e faceiro
Cabelo preto e trancinha
Fazia charme com o olhar
Andando pela a pracinha.
 
Não sabia a encantadora Rosinha
Das intenções de esquisito cunhado
Que muitas vezes ficava a vigiar
Querendo saber onde tinha andado
Fazendo perguntas indiscretas
Como se fosse seu namorado.
 
A vigília do cunhado tinhoso
Não deixava o amor fluir
Rosinha se lamentava
Vendo sua juventude sumir
Esperava um cabra macho
Um dia convidá-la a fugir.
 
Esta situação foi virando rotina
Deixando Rosinha em má situação
Ninguém se aproximava dela
Pra falar ou pegar na mão
Seu olhar era de pena
E ninguém podia ter compaixão.
 
Com tanta beleza à mostra
Ia despertar um coração
Isto não demorou muito
Nas bandas daquele torrão
Aconteceu meio sem querer
Ao fisgar o olhar de um peão.
A troca de olhar deixou certo receio
Com o cunhado em seu calcanhar
Não sabia se podia namorar um sujeito
Que conheceu rapidamente, só num olhar.
Recusaria por desconhecimento
Ou ficaria com medo de se apaixonar.
 
Seu coração pego pela imaginação
Levava seu pensamento sutil
Queria se aproximar e falar algo
Mas sua voz de medo fugiu
Ficou o olhar fixo e convidativo,
Seu sorriso e sua graça gentil.
 
Nas festas juninas e vaquejadas
Os olhares se cruzavam atentos
Às vezes se aproximavam
E demonstravam sentimentos
Aconteciam abraços e beijos
Pra não perderem os momentos.
 
Mas este amor seria difícil
Para os dois apaixonados
Por interesse tacanho e egoísta
Do metido de um dos cunhados
Que ficava fervendo de ciúme
E era mal intencionado.
 
Isto não demorou muito
Foi a sua casa o peão vaqueiro
Pediu Rosinha em namoro
E prometeu ser verdadeiro
Estava muito apaixonado
E ia dizer ao mundo inteiro.
 
A família de Rosinha em festa
Aprovou aquele namoro
Esqueceram-se do tinhoso cunhado
Que não gostava de desaforo
Ia interferir em sua felicidade
Pra lhe causar tristeza e choro.
 
O Peão Boiadeiro não imaginava
Que situação estava pra enfrentar
Um cunhado louco e ciumento
E disposto a sua vida atrapalhar
Não aceitava que galanteasse Rosinha
E que quisesse lhe namorar.
 
A notícia se espalhou na região
Pra consolidar aquele relato
Em fim Rosinha se apaixonou
Por um vaqueiro novato
Famoso em rodeios, aventuras,
Respeitado, amigo e exato.
 
Não sabia os dois apaixonados
Que o cunhado estava na escuta,
Ouvia as falas do povo da região
Como a cobra que espreita astuta
Esperando o momento do bote
Com seu veneno funesto, bruta.
 
Quanto mais se comentava
Mais quente ficava o namoro,
Aos domingos iam à missa
Vaquejadas e derrubada de touro,
Passeios em praças e festas
Como se não houvesse agouro.
 
Os comentários enraivecia o cunhado
Que engolia o vasto veneno fatal,
Com olhares de predição e perverso
Planejava alguma coisa letal
Matar o pretendente em emboscada
Sem deixar vestígio no local.
 
Sua ideia foi tomando forma
E cada dia o plano era feito
Emboscar o peão apaixonado
Acertando um tiro no peito
Deixando Rosinha aos prantos
Por causa amor pelo o sujeito.
 
O amor dos dois era lindo
Todos na cidade os abençoavam,
Os planos que os dois faziam
Parecia que nunca acabavam
Ter filhos em uma linda casinha
Era tudo que planejavam.
 
A cidade estava envolvida na história,
Parecia romance de um conto de fada,
Planejavam na região uma grande festa
Como acontecem em grande vaquejada.
Todo mundo convidado para a cerimônia,
Pois o casamento tinha dia e hora marcada.
 
O cunhado cada vez mais irritado
Com toda badalação na cidade
Planejou bem direitinho sua vingança
Sem arrependimento ou caridade.
Queria acabar com aquele romance
Por ciúme doentio e maldade.
 
Chegou o dia do casamento
Prometia ser uma festa tremenda
Alugaram tudo que era bonito
E espalharam por toda fazenda
Esperando a noiva de vestido branco
Entre flores de azaleia de encomenda.
 
Tudo estava pronto, todos à espera
Da consolidação e troca de aliança
Que iriam ser conduzidas diante de todos
Por uma elegante e linda criança
Pois simbolizavam a pureza
Além da paz e toda esperança.
 
A alegria contaminava que estava
E aos que chegavam de todo canto
Todos se congratulavam e sorriam
Com abraços e cumprimento
Não passavam por suas cabeças
Qualquer tipo de acontecimento.
 
O vaqueiro vaidoso demorava a se definir
Cuidava de seu cabelo e seu alinho
Para o encontro com seu grande amor
Mas esquecia de um grande caminho
Que tinha ainda que percorrer
Montar em seu cavalo e chegar sozinho
 
Vendo que a hora estava perto
O vaqueiro não esperou um segundo
Montou em seu cavalo veloz
E foi realizar um desejo profundo
Casar com Rosinha sua paixão
Mas bela mulher deste mundo.
 
Não sabia o Vaqueiro da tocaia preparada
Pelo o cunhado ciumento em excesso
Escondido entre folhas e gravetos
Raivoso, tinhoso e perverso.
Com uma espingarda apontada
Na direção da estrada de acesso.
 
Como um pássaro puro e sem perceber
O vaqueiro se aproximou inocente
O cunhado empunhou a espingarda
Apontou firme e colérico a sua frente
Disparou um tiro certeiro em seu peito
Sem qualquer compaixão decente.
 
O vaqueiro foi caindo de seu cavalo
Emitindo um grito de sofrimento e dor
Neste momento todos ouviram o estampido
Rosinha sentiu aperto no peito e chorou
Entre meio a correria e muita gritaria
Rosinha fez o sinal da cruz, no chão se ajoelhou.
 
Por um momento tudo ficou em silêncio
Houve-se apenas o trotar do cavalo alazão
Que vinha correndo por todo caminho
Trazendo pendurado em seus arreios o peão
Com o sangue escorrendo e manchando seu alinho
Para entrega-lo a Rosinha sua grande paixão.
 
Tudo ficou triste e o dia ficou sombrio
A comoção tomou conta da região
Ninguém podia imaginar tanta crueldade
Um tiro certeiro tirar a vida do peão
No dia de seu casamento sagrado
Sem qualquer motivo ou razão.
 
Houve muita movimentação
E foram buscar o delegado
Ninguém tinha certeza
Mas desconfiavam do cunhado
Cidadão tinhoso e maldoso
Que sentia um ciúme danado.
 
O delegado fez uma convocação
A todos que queriam uma resposta
Procurar o culpado de tal covardia
Do tiro que varou as costas
De um peão honesto e trabalhador
Que queria viver com quem gosta.
 
A procura varou dia e noite
No seco e escaldante sertão
Não foi encontrado qualquer sujeito
Ou pistas que apontasse um cidadão,
Parecia que tinha sumido na caatinga
O bandido maldoso sem coração.
 
Rosinha ficou viúva antes de casar
E virar beata como jura de amor
Prometeu que nunca iria descansar
Viveria para Jesus Nosso Senhor
Não haveria outro homem em sua vida
Pois ninguém poderia curar sua dor.
 
Assim terminou esta história no sertão
A disputa entre o bem e o mal
Não resultou nenhum vencedor
Não houve a união de um casal
Por capricho desencontrado do destino
Que gerou um amor lindo e um crime banal.

Léo Pajeú
Enviado por Léo Pajeú em 29/10/2010
Alterado em 26/09/2011
Copyright © 2010. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.


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