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LÉO PAJEÚ
Poesias e Contos, Sentimentos e Versos, Sonhos e Visões de um Premonitor.
Textos



         Diante daquele circulo o Velho chama atenção de todos os presentes e começa a explicar por que Gil está ali, flutuando e aguardando a missão que lhe será entregue, o Velho se apresenta:
Fala o Velho posicionado em local de comando dos demais.
     - Eu sou Exu o senhor dos caminhos, mensageiro, vencedor e meu elemento é o fogo e gosto da noite – Diz Exu se manifestando sem se importar com os olhares dos demais.
     - Eu sou Oxossi, o Orixá caçador e protetor – Diz Oxossi erguendo seu arco e flechas escondendo sua timidez.
     - Eu sou Xangó, o Orixá da justiça e do trovão, sua vinda me deixou tranquilo, pois me representará diante dos justos – Diz Xangó demonstrando cede de justiça.
          Após apresentação o Velho Oxalá explica a Gil por que está ali:
     - Como posso fazer isto, que poderes o Senhor se refere – Fala Gil flutuando diante do Velho.
    - Como poderei fazer isto sozinho se vocês todos na conseguiram como você mesmo diz - Disse Gil desconfiado.
     - Vocês são deuses e eu sou uma pessoa comum, como poderei herdar seus poderes – Diz Gil meio desconfiado.
     - E os outros, o que farão – Fala Gil parecendo conformado com a situação.
         Neste instante houveram-se gritos vindos do cume da caverna, como se alguém estivesse querendo se aproximar do local onde Gil se encontrava isto fez com que todos começassem a se manifestar. Gil já conformado e imóvel não viu outra solução.
         A cada toque de um dos deuses uma marca ia ficando em sua pele em cor prata, nos punhos, pernas, coxas, tórax, e costas. Todos os poderes foram passados, Gil ficou flutuando desacordado, tudo sumiu de repente em meio a uma grande neblina que foi arrastada pelo vento, restando apenas o Velho que ficou a lhe observar. Gil já acordando escuta um grito bem próximo, quando abre os olhos, o Velho está no mesmo lugar, observando-lhe, um grito é dado mais próximo e Gil volta a si, desequilibra e cai com as costas no chão.
         Gil percebe que o lugar que se encontra não é o mesmo que estava antes, era um lugar muito mais profundo e escuro, desconfia mais nada fala. Leonardo é o ultimo a subir e antes disso se afasta até a beira do abismo escuro que leva ao fundo da caverna e percebe uma pequena luz, sabe que não se trata de uma luz comum, percebe que a luz se movimenta como se o vento estivesse presente, coisa incomum naquela profundidade, neste instante é alertado para subir, Leonardo começa sua subida devagar pensando naquela luz, vai ficando distante dos demais, houve um barulho e para, um pequeno feixe de luz vem surgindo da profundeza da caverna e o atinge, Leonardo fica tonto, mas fica firme na corda, não larga, um pequeno raio de cor azulada surge entre seu corpo e a parede da caverna também o atinge, neste instante Leonardo é puxado para cima meio desacordado, fica meio zonzo e desmaia. Todos ficam preocupados, mas Leonardo logo recobre os sentidos e fica bem, o Velho vem em sua direção e percebe que algo aconteceu, fica preocupado, mas ninguém sabe o porquê, a Professora Eliane pede para que todos saiam da caverna e informa que o trabalho acabou não havia razões para continuar as pesquisa, havia acontecido problemas demais e que todos deviam voltar o mais rápido possível.
     - Filho tudo recomeçou, talvez você não aceite no início, mas você foi escolhido, tem que prosseguir em nome de nosso povo.
     - Estarei com você, serei sua sombra, fique tranquilo, tudo vai se resolver – Diz o Velho sussurrando ao ouvido de Gil.
     - Vocês ficaram muito amigos com a convivência lá embaixo, em Gil
     - Não sei bem o que aconteceu, mas ele foi quem me salvou – Diz Gil disfarçando e desviando a conversa.
     - Lin quando chegar a Brasília vamos visitar o Mestre Mangangá, acho que o Mestre pode explicar alguma coisa sobre este Velho – Diz Gil desconfiado do comportamento do Velho.
          O Guia se aproxima acompanhado de autoridades responsável pela caverna explicando o acontecido sobre o acidente, diante da entrada da caverna e o responsável delega o fechamento da caverna para exploração até que se possa fazer novo estudo para poder saber o grau de comprometimento e o perigo que possa levar aos exploradores. O Velho esboça um sorriso à distância e Leonardo observador e inquieto planeja em sua mente uma volta para uma invasão futura e exploração particular.
     - Vou dirigir a camionete de Leonardo, ele não tem condições ainda de dirigir – Fala Rodrigo indicando sua posição.
     - Vamos fazer o mesmo percurso na volta, vamos parar-nos mesmos lugares para alimentação e abastecimento de combustível, entenderam – Diz a Professora com firmeza demostrando preocupação e autoridade.
          Durante toda viagem Gil manifestou desconforto e febres passageira com delírios, falava palavras desconhecidas, fazia perguntas e ficava sonolento. Lin Zu tentava conforta-lo, a Professora demostrava preocupação e Lucas tentava manter uma velocidade de segurança, mas acelerava cada vez mais preocupado com a saúde do amigo.
          Durante a viagem nas manifestações febril de Gil, Lin Zu observou que em alguns momentos foram emitidos pequenos raios azulados de suas mãos, seu corpo demostrava rigidez, mesmo preocupada manteve-se calada. Lucas observou sua reação, mas também mante-se calado e seguiu firme na direção da camionete.
         No percurso para casa Gil pediu para Lucas ir direto para a casa do Mestre Mangangá, queria fazer algumas perguntas e tirar algumas dúvidas. Chegando próximo à casa do Mestre, observou-se de longe que a moto do Velho estava parada em frente à casa do mestre, Lucas diminui a velocidade quando viram o Velho saindo, montando em sua moto e indo embora.
     - Calma ai! Que cobra te picou, minha casa é aberta para todo mundo, sou Mestre de Capoeira, lembra garoto – Fala o mestre com segurança e propriedade.
     - Não se preocupe filho, tudo vai ficar bem – Diz o Mestre.
     - Filhos vão pra suas casas, amanhã vocês estarão descansados, vai ter uma roda de Capoeira aqui, quero os três nessa roda, as explicações serão gradativas, não se preocupem terão todas as respostas acreditem – Diz o Mestre esboçando um sorriso.
          Ao deixarem a casa do Mestre, observa-se na esquina mais distante o Velho encostado em sua moto, parado como se aguardassem sua saída, olham-se um para o outro e ficam mais desconfiados, mas vão embora.
         A noite estava clara com a lua cheia se elevando no céu quanto Gil, Lucas e Lin chegaram à casa do Mestre. O Mestre deu-lhes boa noite e abriu a porta para que entrassem, foram convidados para irem para o terreiro onde iria começar a roda de capoeira, chegaram e ainda não havia outros convidados, Gil já encabulado perguntou ao Mestre:
     - Calma filho, não entendo sua ociosidade, você não era assim – Diz o Mestre tentando conter Gil.
     - É mesmo, também acho que este rapaz está precisando de uns exercícios respiratórios ou quem sabe uma massagem para acabar com esta tensão – Diz Lin meio irônica.
    - Como vai filho, fez boa viagem, como está se sentindo – Diz o Velho com um leve sorriso.
     - Vocês estão escondendo alguma coisa!
     - Espero explicações de todos, inclusive de meus grandes amigos, que desconfio que não pareçam tão grandes amigos assim – Diz Gil demostrando-se chateado com Lin e Lucas.
     - Estou esperando Velho e já estou de saco cheio de sua interferência na minha vida, espero que tenha bons motivos para que acabe minha raiva – Diz Lucas furioso.
     - Velho eu não estou entendendo nada, acho melhor explicar direito, que poderes, estou tendo calafrios, insônia, pesadelos e tonturas, não sei que poderes o Velho se refere. – Diz Gil meio confuso.
     - Gil tenha calma, estaremos ao seu lado e tentaremos fazer com que aceite tudo com calma para que não ocorra nada de ruim – Disse Lucas tentando acalmar o amigo.
     - Filho venha para perto, vamos fazer uma pequena roda e o Velho vai contar toda a história, no final tudo vai acabar bem e você vai entender tudo. – Diz o mestre pegando em sua mão e trazendo para perto dos outros.
CONTINUA........

Léo Pajeú
Enviado por Léo Pajeú em 08/02/2011
Alterado em 07/12/2011
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