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LÉO PAJEÚ
Poesias e Contos, Sentimentos e Versos, Sonhos e Visões de um Premonitor.
Textos


CAPÍTULO IV
 
A ORIGEM DE CURIANGO
 
          Tentando conter a euforia de Gil o Velho começa a contar como surgiu o Lucas ou Curiango, pássaro noturno que se camufla em qualquer paisagem, nome que deve ser chamado quando estiver combatendo o crime com Xuan e Duende Negro.
          O garoto Lucas veio para se juntar a nós de uma forma que até hoje ainda nos deixa temeroso sobre sua existência. Em um dia de reunião ouvimos um grito ecoar entre as montanhas, era um grito de dor e sofrimento, durou um tempo que virou eco em determinada época do ano como se as montanhas repetisse o lamento em consideração à mulher que deu o grito como se buscasse alguma resposta para sua dor intensa ou chamasse atenção de um amor não correspondido ou perdido no tempo.
         Aguardamos algum tempo e fomos à busca de uma resposta, seguimos em direção do grito ecoado até que chagamos nas pedras em baixo do Morro mais alto, lá encontramos uma mulher deitada de lado, sua posição de queda sobre a grande pedra revelava que ao cair ela tentou proteger alguma coisa, seu corpo já não tinha mais vida, mas seu vestido branco com azul marinho encobria algo, cheguei mais perto e puxei a ponta do vestido tentando descobrir o que havia envolvido. Ao levantar a ponta do vestido bem devagar foi revelando uma criança bem calma, sem choro que esboçou um sorriso inocente. Seu corpo estava protegido pelos braços e pernas da mulher branca de olhos azuis e seu rosto revelava um grande desgosto. Aos poucos fui tirando a criança entre seus membros e abracei como se fosse um filho que tanto esperei, mas nunca soube que vinha.
          Obaluaiê quis ressuscitar a mulher quando se aproximou e viu a cena.
     - Uma mãe tão linda e jovem não deve morrer e deixar seu filho assim a mercê da sorte, sem destino. – Disse Obaluaiê se lamentando com a situação da criança.
     - Não interrompa este destino, acho que esta situação tem ou teve um propósito e nós temos que nos responsabilizar por esta criança e guia-lo durante toda sua vida. - Disse Exu assumindo a criança como se recebesse uma missão superior.
     - Meu filho, em nosso mundo sou criatura e criador, mas o universo é maior e seus mistérios nem eu que sou um dos deuses sei. Parece que o há uma conspiração de reinos no universo e a cada época estamos recebendo uma missão, apenas vamos aguardar o quem vem pela frente e vamos descobri o que está relacionado à morte desta linda jovem que ao se suicidar se arrependeu mais não tinha como voltar atrás. – Disse Oxalá convencendo seus subordinados há deixar o tempo falar por si.
         A criança foi levada com os deuses, sua mãe foi enterrada entre os morros e neste local até hoje jorra água límpida e pura e as flores que brotam em volta são multicores fazendo do lugar um canto especial para encantar namorados que frequentam.
         Oxossi o caçador foi incumbido de procurar resposta para responder as perguntas que ficaram em nossas mentes. Disfarçado Oxossi conversou com moradores e fazendeiros da região até encontrar a resposta.
         Em sua história apurada ele contou que um grande romance entre um negro vindo de nosso país e a linda jovem que se suicidou gerou um grande conflito. O pai da jovem branca não permitia o amor dos dois e após saber que sua filha iria gerar um filho mandou persegui-lo até a morte.
         O escravo foi perseguido por diversos capangas e em sua fuga refugiou-se no morro mais alto, mas os perseguidores eram persistentes nunca desistiram e ao encontra-lo no pico mais alto não lhe restou alternativa ao não ser pular do grande morro, sua única arma para sair com vida era seu velho guarda-chuva que usou ao pular.
         Sabe-se que até hoje seu corpo não foi encontrado, mas muitos o viram correndo no vale que cerca o morro com se ainda estivesse fugindo e se escondendo dos perseguidores cruéis.
         Este foi à verdadeira razão que a jovem após ter seu filho e ser rejeitada por seu pai cruel encontrou como solução acabar com sua vida e de seu filho abdicado no mesmo morro que seu amado pulou, vindo a se arrepender durante a queda do grande morro o qual o protegeu salvando sua vida com seus braços e suas pernas.
         A população vizinha que acompanhou todo desenrolar da história denominou o morro em homenagem ao escravo chamando-o de Morro do Pai Inácio e isto se tornou uma lenda.
     - Esta é a história que conseguimos obter de Lucas. É esta história que contamos para ele. – Disse Oxalá olhando para Lucas com sentimento de pai.
     - Mas não acabou por ai, ainda tem mais um pouco de história. – Disse Oxossi se dirigindo a Oxalá para continuar.
         Oxalá com calma continuou a história até o momento que se encontravam para explicar tudo a Gil.
     - Então com a criança nos braços não tínhamos alternativa a não ser criar e cuidar até a fuga para o Planalto Central juntos com os Quilombolas e Lucas foi criado junto com Xuan, cresceram juntos e são como irmãos apesar da diferença notada por todos. – Disse o Velho continuando as explicações.
          Em seguida eu assumi a responsabilidade de inclui-los na sociedade sem deixar muita desconfiança. Fui morar na Vila Planalto desde a criação de Brasília. Os coloquei em escolas públicas para serem educados e hoje temos orgulho destes jovens serem universitários, mas mantemos seus segredos até hoje por que estamos esperando sua chegada e agora será mais difícil manter este segredo, por que na idade que vocês se encontram é mais difícil conter a adrenalina e a paixão que pode despertar em cada um, podendo então comprometer todo segredo e revelar nossa missão que é combater o mau. – Continuou explicando o Velho colocando a mão sobre o ombro de Gil para afirmar que agora ele faria parte da missão que tanto tempo demorou a começar.
        Gil pensou sobre tudo que ouviu, andou de um lado e para outro como se tivesse alguma coisa ainda sem explicação, todos os presentes aguardaram alguma reação, mas Gil ficou calado e quieto por alguns minutos olhando para o céu infinito.
          Perto de onde estava, em uma grande mansão, escondido em um porão Leonardo começa a praticar lançamentos de pequenos raios azulados em caixas e objetos tentando entender como obteve estes poderes. Uma luz azul forte surge em um canto do porão e desta luz aparece à imagem de um homem que não aparenta ser comum, traz em sua voz rouca e grave uma mensagem para o “Espirito Negro”. Leonardo se ajoelha e escuta a mensagem em silêncio como se já estivesse esperando, um sorriso maldoso é esboçado e a luz azul forte desaparece e o porão volta à penumbra total.
Léo Pajeú
Enviado por Léo Pajeú em 27/09/2011
Alterado em 07/12/2011
Copyright © 2011. Todos os direitos reservados.
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