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LÉO PAJEÚ
Poesias e Contos, Sentimentos e Versos, Sonhos e Visões de um Premonitor.
Textos


O VAQUEIRO E O CAVALO ALAZÃO
 

         O dia findara trazendo a mansidão da noite, no fim da estrada a poeira se levantava sendo revelada pelos últimos raios do sol escaldante do sertão.
        Quem podia ser que vinha velozmente aparentando aquela imagem de um grande Vaqueiro montando em seu cavalo vestindo sua calça de couro em seu gibão.
         Todos pararam seus afazeres para observar aquela miragem, até os pássaros cessaram seus cantos com se um encanto os tivesse dominado.
         O tempo de espera parecia estar preso à imagem do Vaqueiro que em sua demora os últimos raios do sol se foram em instantes revelando a grande sobra da braúna.
        O Vaqueiro outrora desconhecido chegou a seu galope rasante revelando seu cavalo alazão possante. Chamou atenção de todos, pois ainda montado revelava um pouco dos arreios coloridos de seu cavalo deixando todo mundo intrigado.
         Já na escuridão uma boa noite foi dada como o de alguém que vem de longe para transmitir um importante recado de algum figurão que de algum modo foi encomendado.
         Quem estava embaixo da braúna ficou um pouco encabulado com aquela agitação, um viajante desconhecido chegou com seu cavalo arriado querendo dividir a sombra por todos compartilhados.
          Como a grande braúna era de todos ninguém podia dizer não, qualquer um era convidado daqueles confins do sertão, querendo ou não todo mundo era irmão.
         Um dos viajantes convidou o Vaqueiro a descer do alazão, tirar seus arreios coloridos e os colocar no chão, procurar um lugar para descansar seu corpo, sua alma, sua razão.
         O Vaqueiro sem esperar prontamente atendeu ao pedido, tirou os arreios coloridos e aliviou o grande alazão, agradeceu o convite de antemão e reconheceu do viajante assim como ele sua compaixão.
        O alazão procurou um lugar para descansar como quem tem no dia seguinte uma missão, não precisou ser mandado nem receber um empurrão, foi por sua vontade como quem obedece a razão.
        O Vaqueiro pegou a cela de arreios coloridos e a colocou na raiz da braúna, como se ali já estivesse em outros tempos passados. Recusou a comida ofertada e o café quente como quem já tinha jantado em alguma casa de parente.
         A noite adentrava buscando a escuridão intensa. Os viajantes se juntavam para tornar a noite menos tensa. Ninguém ariscou contar uma história para puxar o sono que parecia distante deixando-os em abandono.
         Quando o silêncio parecia tomar conta um viajante se dirigiu ao Vaqueiro. Você que parece que andou o dia inteiro não tem uma história para contar para que a noite se encurte e o sono venha aqui nos fazer sonhar.
         O Vaqueiro prontamente se ajeitou como um velho contador de causos se acomodou em uma raiz da braúna chamando atenção de todos começou a falar:
     - Prepare seu coração, pois vou contar uma história de muita emoção acontecida aqui no sertão sobre um grande amor e uns homens sem razão. – Disse o Vaqueiro com sua voz grave.
          Neste momento todos prestaram atenção, quem tinha ouvido ficou atento, até o velho jumento se pudesse fazia assento.
    - Amigos viajantes em uma fazenda no fim desta grande estrada havia um vigoroso Vaqueiro e sua grande paixão, sua amada. Por todos apreciados, entre todos apaixonados era o que mais lhe cabia atenção revelando assim uma grande ambição entre todos que cobiçam uma amada.
    - O Vaqueiro sem muita ambição só queria seu coração, mas todos que a disputava queriam sua herança como bonança tirada de seu pai o velho monarca.
     - Esta preferência não era boa para este Vaqueiro, pois havia interferência de seus concorrentes que sem clemência planejavam por fim em sua vida.
    - Cada dia que passava a jovem revelava sua preferência, os concorrentes sem paciência não viam a hora de sem clemência acabar com a vida do Vaqueiro.
     - O Vaqueiro com sua paixão aflorada, não percebia nada, viajava entre as nuvens sonhando com sua amada.
     - O velho pai sábio percebeu que a filha tinha escolhido o Vaqueiro pretendido, era também de seu agrado, pois este era bem vestido e andava sempre bem alinhado. Seu cavalo estava sempre bem cuidado e com arreios coloridos mostrando que a filha tinha como pretendido um bom marido.
     - Esta combinação de gosto revelou muito desgosto de seus concorrentes que unidos como parentes queria por qualquer razão acabar com aquele Vaqueiro de cavalo alazão.
     - Tudo caminhava para um grande casamento, o pai feliz pelo escolhido e a moça por ter acertado por escolher um homem honesto para ser seu marido.
     - O Vaqueiro mantendo sua simplicidade queria apenas amada para seguir sua jornada, não pensava em riqueza que pelos outros era almejada.
     - Foi marcado o dia do casamento e tudo foi preparado, até o coitado do jumento que foi enfeitado para carregar um grande buquê de flores como símbolo do juramento.
     - Os inimigos não escolhidos estavam de coração feridos por não serem pretendidos da filha do fazendeiro que rezou um rosário inteiro para ver sua feliz.
     - No dia marcado, na hora do casamento, estavam todos na tocaia como um juramento aguardando o Vaqueiro passar para cometer um crime cruel.
     - O Vaqueiro neste dia especial, tratou bem de seu cavalo e limpou seus arreios coloridos como se fosse para o céu. Pegou a estrada em direção da igreja para o compromisso fiel.
     - A igreja estava enfeitada por encomenda do fazendeiro, parecia dia de festa de santo casamenteiro, mas todo mundo sabia que o pai da moça tinha muito dinheiro, por este motivo atraia tanto interesseiro.
         A noite já aproximava da alvorada, mas todos debaixo da braúna aguardavam o fim da história do Vaqueiro e sua amada.
         O Vaqueiro continuava sua história expressando uma dor no peito, mas os viajantes com muito sono e meio sem jeito não notavam este doloroso e imperceptível defeito.
     - O Vaqueiro vinha no meio do caminho, expressando em seu semblante sua felicidade completa, não percebeu qualquer movimento a sua frente, nem mesmo o cavalo alazão que comovido com se dono não pressentiu a tocaia preparado por senhores profano.
     - Em um momento cruel foi estampido um disparo certeiro acertando o peito do Vaqueiro que ainda cavalgou por alguns metros até receber outro tiro ligeiro que o levou ao chão sujando sua bela roupa por inteiro.
     - O cavalo alazão vendo seu patrão caído no chão reagiu com coices e bufões, mas também foi abatido por aqueles homens sem compaixão.
     - Ali acaba uma história sem razão, um ferido no chão sem poder ver sua amada, sua paixão. Outros comemorando uma atrocidade sem compaixão.
     - A noiva na igreja foi informada do ocorrido, por ironia do destino ficou sem seu futuro marido, acabou com seu sonho de menina por este motivo jurou se não casasse com seu pretendido nunca mais cassaria e seguia sua sina, seria uma eterna menina.
     - A cidade ficou comovida com aquele crime cruel, o prefeito mandou chamar o coronel para prender aqueles homens cruéis que acabaram sem a pretendente presos em um quartel.
     - A cidade se comoveu e preparou um enterro de honra, enterrando o Vaqueiro e seu cavalo alazão debaixo de uma grande braúna em uma linda fazenda.
     - Dizem que de vez em quando alguém vê em noites especiais a moça diante do Vaqueiro em seu cavalo alazão debaixo da braúna em conversas longas revelando o tamanho da paixão.
          Quando o Vaqueiro terminou a história ninguém mais estava acordado, pareciam sonolentos, como se a história os tivessem dopado.
         Os primeiros raios de sol penetravam os galhos da grande braúna anunciando o dia. Os viajantes foram acordando e recordando da bela história. Procuraram o Vaqueiro que não foi encontrado, ninguém sabia seu paradeiro era com se fugisse ligeiro. Procuram algum sinal ou rastro do cavalo alazão, nada encontram em toda região, parecia que tinham desaparecido sem deixar rastro no chão. Um menino de sono leve e coração puro apontou para o céu, esboçou um sorriso e falou com convicção, vi o Vaqueiro montar em seu cavalo alazão, voar nos céus estrelado como um gavião.
Léo Pajeú
Enviado por Léo Pajeú em 10/04/2012
Copyright © 2012. Todos os direitos reservados.
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