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LÉO PAJEÚ
Poesias e Contos, Sentimentos e Versos, Sonhos e Visões de um Premonitor.
Textos


UM ANJO NA CURVA DA MORTE
 
           O dia termina rápido, Flávio olha o relógio ansioso, percebe que não dava para pegar seus filhos na escola, tinha terminado o horário de verão, ainda tinha uma reunião no trabalho, não tinha outro jeito, pegou o celular e ligou para Sônia, sua esposa:
     - Querida, hoje não vou poder sair no horário de pegar as crianças, tem como você fazer isso para mim? – Diz Flávio coçando a cabeça preocupado com os filhos. - Sei que é difícil para você, mas vou informar a direção da escola que estou em reunião na empresa e você vai pegar um pouco mais tarde por causa do seu serviço. – Continuou explicando Flávio.
     - Tudo bem, avisa para a direção da escola que eu pego eles mais tarde. – Diz Sônia tranquilizando Flávio.
          O crepúsculo anunciava o fim da tarde e a chegada da noite, uma grande nuvem negra no céu pelo lado sul da cidade anunciava que ia chover em breve, o trânsito não cooperava com Sônia, parecia que todo mundo tinha saído no mesmo horário, mas final de expediente é assim mesmo em Brasília, as pistas ficam cheias de carros e ainda em dia de chuva.
          A demora foi mais que o esperado, o trânsito não cooperou e a chuva fina deixava as vias mais complicadas. Às dezessete e trinta Sônia chegou ao colégio, seus filhos aguardavam ansiosos. Alice correu para sua mãe enquanto Artur apenas andava na mesma direção e balançava a cabeça desaprovando a atitude de sua mãe pelo atraso.
     - Mãe olha hora! Meu pai nunca atrasou, agora o diretor vai ficar marcando a gente pelo atraso. – Esbraveja Artur demostrando descontentamento com o atraso de sua mãe.
     - Desculpa filho, mas seu pai não pode vir e quando me avisou já era tarde, não dava para chegar aqui no horário certo. Diz Sônia com um olhar tristonho. – Mas seu pai avisou para o diretor, ele concordou em aguardar, não fique bravo, vai ser só essa vez, garanto meu filho. – Complementa Sônia tentando justificar sua demora.
     - Tudo bem mãe, desculpe minha irritação, gosto de cumprir minhas obrigações, por isso fico nervoso, não sabia da combinação da senhora com meu pai. – Diz Artur cabisbaixo, demonstrando vergonha em chamar atenção para com sua mãe.
     - Não tem problema meu filho, sei que você leva as coisas a sério, apesar de ter apenas oito anos, para compensar vamos passar em algum lugar para comermos uns sanduiches daqueles bem grandão. – Diz Sônia sorrindo tentando alegrar Artur.
     - Então vamos logo que meu estômago está roncando. – Diz Alice enquanto abre a porta do carro e entre apressada.
          As duas crianças entram no carro, Sônia acena com a mão agradecendo o diretor por ter aguardada com as crianças até sua chegada. A chuva fina deixa as pistas molhadas e as luzes da cidade vão refletindo no asfalto. O trânsito ainda não melhorou, mas Sônia chega ao estacionamento para poder comprar os sanduiches, a chuva agora é leve.
          Ao abrir a porta do carro Sônia é surpreendida por dois jovens armados que a rende e a ordena que saia do carro rápido, no desespero tenta avisar aos jovens que seus filhos estão no banco de trás, mas apenas recebe uma coronhada na cabeça e cai no chão molhado. Ainda meia tonta Sônia observa quando o seu veículo sai em disparada. 

       
Este conto faz parte do livro  CURVA DA MORTE
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Léo Pajeú
Enviado por Léo Pajeú em 15/02/2016
Alterado em 12/09/2016
Copyright © 2016. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.


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