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(A Perspectiva dos Léo's — O mergulho no imaginário filosófico)
Dizem que o tempo é dinheiro,
Mas para mim, o tempo é o sangue que não circulou.
Léo Bargom observa da sombra,
Enquanto o mundo me empurra papéis, prazos e poeira.
Eu sou Leonires, o homem-ponte,
Suspenso entre o que o sistema exige
E, o que o meu vazio reclama.
Minhas artérias não suportam o peso do que deixei de escrever.
Cada TIA (Ataque Isquêmico Transitório) foi um lembrete:
"Ou você mergulha na escuridão fértil, ou a luz do mundo te cega."
Eu não quero a ocupação que me deram,
Eu quero a ocupação que eu nasci para ter:
Escavador de silêncios,
Arquiteto de angústias e de brilhos.
Deixem-me respirar o oxigênio dos livros não escritos.
Abram alas para o meu imaginário,
Onde Léo Pajeú acende a vela e Léo Bargom assopra a chama.
Não me matem de normalidade.
Eu preciso da vertigem,
Da filosofia do nada que se torna tudo,
Do direito sagrado de habitar a mim mesmo.
Léo Pajeú

OS SINAIS?