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O Custo do Silêncio
Eles não querem soltar as rédeas.
O patrão aperta o nó do crachá,
com medo de que o braço que levanta a sua torre
descubra que a torre só se sustenta
porque o chão é feito de silêncio.
No altar, a promessa é cobrada em moeda.
O pastor estende a mão ungida
enquanto a ovelha tosquiada acredita
que o céu se compra à vista,
livre de juros, mas cheia de culpa.
E a religião,
velha contadora de pecados,
teme o dia em que o rebanho mude de pasto
e decida andar descalço,
sem medo do inferno inventado
por quem governa a terra.
O capitalismo arrota seus troféus
sobre ruínas humanas,
pedindo aplausos e obediência cega.
Se não houver o grito,
se não houver a fenda,
continuaremos sendo a engrenagem
que chora óleo e engole poeira.

OS SINAIS?