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A Engrenagem e o Rebanho
Nas malhas do capital que tudo gasta,
O rico teme o braço que o serve,
A ovelha chora a crença que a serve,
E, a fé se rende à máquina e ao farta.
O pastor vela o dízimo que arrasta
O crente incauto a um jugo que não serve,
Num reino onde a moral o homem corrompe e serve
Aos donos do poder de alma basbaque e casta.
Eis o sistema: a engrenagem fria,
Que suga o suor, o canto e a poesia,
Deixando a multidão sem rumo ou norte.
Se a revolução não rasga esta mortalha,
Seremos sempre a cinza de uma talha,
Girando a chave obscura da própria sorte.

OS SINAIS?