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O Alquimista de Lama
No galho alto onde o vento açoita o dia,
Arquiteta o oleiro a sua ogiva rústica e sã;
Mistura palha, excremento e argila vã,
E, ergue em silêncio a sua redoma de magia.
Não há cálculo de ferro ou de engenharia,
Mas sabe o instinto o calor que a terra fã
Guarda do sol, protegendo a prole sã
Contra o bote frio da tarde que irrompia.
Enquanto isso, na terra plana e barulhenta,
O bicho humano, que a própria razão sustenta,
Demole o abrigo que com suor construiu.
Ergue a discórdia, a cobiça e a guerra vã,
Perde o juízo na mesma praça que sorriu,
E, prova a lama que o pássaro nem provou amanhã.

OS SINAIS?