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MEDIDA CERTA
O poço da alma não se cala a juros,
Nem farta o peito a posse do supérfluo;
O brilho falso de um metal corpóreo
Desfaz-se em bruma ante os invernos duros.
Amigos são os passos e os escudos,
A arte ergue o templo no cinzento escuro;
O amor liberta o homem do seu muro,
E, a mente sã constrói melhores mundos.
Quem corre atrás da febre da vitrine
Compra a ilusão que a própria paz consome,
E, traz o peito em ânsia e em ruína.
Melhor saciar a sede e a fome
Com o que o tempo guarda e não termina:
O afeto manso que o vazio consome.

OS SINAIS?