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O Labirinto dos Eus
No espelho fosco o tempo desalinha
o rosto que fui ontem e o que sou.
Há restos de um passado que acabou
e, o eco de uma voz que já foi minha.
Morreu o eu que a vida não continha,
ficou o eu que a fúria transformou.
Quem escapou ao golpe que cortou,
hoje carrega a estrada que adivinha.
Sobrevivo às inversões do enredo,
onde o avesso é o lado principal
e, o medo é só o pulso do segredo.
Divido-me em silêncio e em temporal:
sou o que falha, o que venceu o medo,
e, o estranho morador do meu quintal.

OS SINAIS?