@leopajeuleobargomescritores @leobargom @leopajeu
O Preço da Cobiça
A falsa riqueza o espírito acorrenta,
No ciclo infindável de um vão desejar;
Quem muito cobiça, começa a se dar
Ao jugo da ânsia que o peito atormenta.
O ouro reluz, mas o homem fomenta
A própria prisão que o faz caminhar;
Pois livre é quem sabe o tempo parar,
E, a alma do supérfluo isenta.
A escravidão muda de face e de nome:
Não traz o açoite, mas gera a fome
De bens que sufocam o ser e o bem.
Pobre é quem vive na ânsia de ter,
E, perde a clareza do próprio viver,
Preso à miragem que a mente contém.

OS SINAIS?