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A Esteira Rolante do Desejo
Correntes invisíveis de consumo,
moldadas no desejo perpétuo de querer mais.
Não há grilhão de ferro,
mas há a alma empenhada no balcão da vitrine.
O homem moderno acorda cedo,
corre atrás do vento,
compra o que não precisa,
ostenta o que não é,
e veste a carcaça de uma liberdade falida.
Pobreza real não é a gaveta vazia,
é o espírito faminto por excessos,
amarrado ao relógio,
vendendo os dias por coisas
que o tempo consome em silêncio.
Liberdade é precisar de pouco
e desfrutar do que sobra:
o vento, o tempo, o espaço livre dentro de nós.

OS SINAIS?