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O Rei Nu
Na praça em festa, o povo aplaude o vento,
E, canta louvores ao manto invisível.
Só vejo a farsa, o trono intolerável,
E, o rei desnudado em seu tormento.
Grito a verdade ao vento, atento e lento,
Pois sei que o eco torna-se impossível.
Chamar-me de louco é o previsível
Prêmio que dão ao triste discernimento.
O espelho que apresento é a ferida;
A engrenagem da mentira, exposta,
Assusta quem prefere a ilusão vivida.
E, sigo só, na lucidez sombria,
Sabendo que a verdade, quando aposta,
Gera o rancor de quem na mentira confia.

OS SINAIS?