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O Sangue e a Ferida
Não venham com o perdão que acorrenta a mente,
Com o doce canto de uma falsa paz;
A cruz que erguem para o bem do voraz
É o açoite que o oprimido desfaz e sente.
No altar da Pátria, o lucro é onipotente,
E, a fé comercial o pobre desfaz;
A mídia engendra o medo eficaz
Para manter o trono do rico, impune e valente.
Abram a farsa, tirem o pus do altar,
Mostrem o sangue que a moral derramou,
De quem se esconde para o mundo explorar.
A máscara cai onde o grito ecoou:
Não há sagrado no que o homem faz
Para calar quem nunca se ajoelhou.

OS SINAIS?