A Máscara e o Ser
O eu que forjo em meu secreto altar,
E, creio ser na paz da ilusão minha;
O outro eu que o mundo julga e adivinha,
E, insiste em nos retratar e rotular;
E, oculto a todos, sem jamais parar,
O ser real que a própria sombra aninha,
Na solidão da alma que caminha
Sem nunca a própria face decifrar.
São três em um num mesmo peito humano:
O que fingimos ser no nosso engano,
O que os olhos de fora veem passar...
E, o verdadeiro eu, num canto amado,
Que vive em silêncio e segredo guardado,
Sem nunca a luz do espelho alcançar.
Léo Pajeú Léo Bargom Leonires
Enviado por Léo Pajeú Léo Bargom Leonires em 24/09/2026
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