O Tempo e a Corda
Quando a semente vira carne e sopro,
a ampulheta vira a face e começa a correr.
Não há trégua.
O relógio não negocia segundos.
Viver é esse circo sem rede:
um pé na escolha,
outro na consequência.
A gente se equilibra como dá
na corda bamba dos dias.
Cuidado com o vento!
Cuidado com o passo em falso!
Viver é perigoso, sim.
E o tempo, esse relojoeiro apressado, só concede o presente a quem aprende
a dançar no fio da navalha
sem cair.
Léo Pajeú Léo Bargom Leonires
Enviado por Léo Pajeú Léo Bargom Leonires em 29/09/2026
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