@leopajeuleobargomescritores @leobargom @leopajeu
As mentiras correm nas ruas como água barrenta,
sufocando o grito seco da verdade.
Nos púlpitos, o sagrado vira moeda de troca;
nos gabinetes, o futuro é negociado
por quem desconhece a dor de quem trabalha.
É a política da ignorância,
o rebanho guiado pelo medo e pela promessa vazia,
enquanto a história é apagada dos livros
para que ninguém pergunte o porquê.
Mas a consciência de classe não dorme para sempre:
ela lateja no sangue do operário,
no cansaço da mãe na fila do hospital,
na faísca que teima em brilhar na cinza.
Desatar os nós da crença cega
é o primeiro passo para rasgar o roteiro
que nos programou para perder.
A verdade pode até ser sufocada,
mas ela sabe respirar debaixo da terra.

OS SINAIS?