@leopajeuleobargomescritores @leobargom @leopajeu
O Brasil que a gente habita
Tem uma história real,
Mas contada de tal forma
Pra nos dar um final mal.
Escondem quem construiu,
O suor que o chão uniu
No canteiro e no curral.
O patrão quer o silêncio,
O político quer o voto,
O pastor vende a promessa
Num discurso bem remoto.
Eles querem a manada
Caminhando na estrada
Sabem do medo no rosto.
Mas a memória histórica
É fogueira que não apaga,
É a brasa sob a cinza
Que o tempo não desliga e alaga.
Quem lembra de onde veio
Sabe bem qual é o anseio
Que a burguesia afaga.
A consciência de classe
É a luz na escuridão,
É entender que a riqueza
Vem do braço do peão.
Não é sorte, é exploração,
É a cerca e o latifúndio
Cortando a nossa nação.
Chega de crença abusada
Que justifica a miséria,
De oprimido ajoelhado
Acreditando em matéria.
O futuro é construído
Pelo povo unido e erguido,
Com justiça e força séria.
Quem tem classe tem rumo certo,
Sabe quem é o inimigo,
Não se vende por migalha
Nem se entrega ao castigo.
A verdade vem à tona,
E a história que coroa
É a do povo no abrigo!
(Métrica tradicional de redondilha maior / Estrofe de 7 versos - Septilha)

OS SINAIS?