@leopajeuleobargomescritores @leobargom @leopajeu
Perdes a inocência em farsa mansa,
Não sei teu fim, mas o ato é inconveniente;
Não brota do peito, nem é transparente,
É cálculo frio que a alma esvazia e cansa.
Te entregas ligeiro à vã cobiça e dança,
Deixando o ódio governar a mente,
Doce ópio de ilusão, veneno ardente,
Que veste a mentira na roupagem de usança.
Como quem hiberna no meio do dia,
Assistes a tudo em letárgica postura,
Preso ao fundo da antiga caverna vazia.
Vês sombras e crês que é a vida pura,
E, nessa ilusão que o pensamento guia,
A luz do sol real te foge e é escura.

OS SINAIS?