@leopajeuleobargomescritores @leobargom @leopajeu
Não é só suor que ergue a torre alta,
Nem é só preguiça o chão que o pobre pisa;
Há grades que a história improvisa e alisa,
E a fome que o vento do escuro ressalta.
A herança do tempo em silêncio assalta,
Separa o festim da lida que agoniza;
O berço determina a cor que a brisa
Traz para o horizonte onde o direito falta.
É preciso rasgar o véu da ilusão,
Que a renda concentrada insiste em erguer,
E ver que a miséria é obra de opressão.
Sem leis que repararem o antigo sofrer,
A pátria será sempre a mesma prisão:
Onde o mérito é farsa e o ganho é poder.

OS SINAIS?